domingo, 15 de maio de 2016
Noite de Domingo
Na ausência de sofrimento, não escrevo. Na ausência de confusão, não crio. Na ausência da ansiedade, não penso. Na ausência de você, inquietude. Na minha presença, plenitude. Pensamentos, aqui, ali, em todo lugar. Respiração marcada, como sempre. Imaginação ligada, não para. Memórias, as mãos se tocam, inesperado. Os olhos se fecham, eternidade. Um segundo, um beijo. A realidade é palpável, mãos nos cabelos. A mentira, intangível. O medo, na espreita. Expectativas, indesejadas, incontroláveis. O passado, mais do nunca, presente. O controle do tempo de repente tem medidas diferentes. Segundos eternos, semanas que se esvaecem. Algo é constante, êxtase. As inúmeras primeiras vezes, as surpresas, as pequenas experiências que se fazem memórias: despretensiosas. A aventura do que é viver plenamente, inteira. Se entregam tanto, que são um. Abraço e batida, um só. Respiração ofegante, não quer acordar. Não se sabe, território esquecido. Contato gradual, cresce, desce, constante. Dedos entrelaçados, cumplicidade. Nada importa, apenas micro-momento. Olhos no relógio, eterno-momento. Acordo, respiro, lembranças. Um café e as chaves do carro.
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